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Vade Mecum Espírita
Therezinha de Oliveira

Parábolas Que Jesus Contou e valem para sempre - Nota 10

Therezinha de Oliveira

Esclarecimento Necessário


          "Um Amigo". Assim a entidade espiritual "Augusto" se apresentava em suas primeiras comunicações mediúnicas por meu intermédio, há cerca de dez anos, no Centro Espírita "Allan Kardec", em Campinas. Por cinco anos, ele preferiu não revelar sua identidade. Só a partir de 1991 passaria a assinar os textos mediúnicos.

          Eu o vi pela primeira vez há cerca de três anos, em minha residência, na cidade de Campinas. Na época, já trabalhava nas atividades doutrinárias do Centro Espírita e enfrentava uma perseguição por parte de vários espíritos, que me impunham um verdadeiro duelo mental. Numa noite, o assédio foi tão forte que me pareceu insuportável. Naquele momento, enxerguei claramente uma entidade espiritual entrar em meu quarto. Era Augusto.

          A psicosfera se alterou para melhor. Ele flutuava no ar e pude distingui-lo do busto para cima. Apresentouse como um homem maduro, aparentando entre 40 e 50 anos, cabelos curtos, grisalhos, penteados para trás. O rosto bem talhado, semblante sério, olhar sereno. Pareceu-me trajar uma túnica branca, fluídica.

          Recomendou-me serenidade. Explicou-me que enfrentava oposição de entidades a que fazia jús, por minha conduta equivocada no passado. Agora aqueles espíritos se opunham ao meu despertamento espiritual. Eram também adversários da Causa Espírita, uma razão a mais para buscarem me atingir.

          Disse-me para nunca ter medo e assegurou que todas as minhas perguntas de ordem transcendental encontrariam respostas na Doutrina dos Espíritos. Recomendou-me estudar constantemente as Obras Básicas. Também me aconselhou a consultar todas as áreas do conhecimento humano, a fim de aprimorar a cultura, bem como praticar a caridade, moral e material, para aprender a amar. Em seguida, despediu-se e adormeci.

          Posteriormente, este Amigo disse que estaria sempre comigo, mas que não esperasse vantagens especiais, porque o fato de atuar na mediunidade não me eximiria das dificuldades naturais do mundo. Afirmou que, para ser útil nesse campo, antes de tudo teria que ser coerente com os ensinos de Jesus e Allan Kardec. Destacou a necessidade do autoconhecimento, para equilibrar a mente, porque sem disciplina mental e comportamental dificilmente a mediunidade deixa o nível das manifestações inferiores para alcançar as faixas mais elevadas.

          A aproximação de Augusto me infunde sempre muita segurança. Primeiro, sinto uma energia me invadir o cérebro e, em seguida, todo o tórax, fixando-se de maneira particular no braço direito. Depois tenho a sensação de estar me expandindo para todas as direções, como se meu espírito estivesse subindo e descendo ao mesmo tempo. Na seqüência, sinto-me parcialmente desligado do corpo e a comunicação ocorre naturalmente.

          Na maior parte das vezes, nos instantes que antecedem o fenômeno, tenho conhecimento prévio do teor da mensagem que será transmitida, com seu início, meio e fim. De outras vezes, a comunicação ocorre como um ditado. Nunca perdi a consciência durante o transe. Algumas vezes, sinto certa dificuldade para acompanhar a velocidade do ditado. Nem sempre consigo transmitir o texto com total fidelidade à forma que me chega, embora esta deficiência pessoal venha diminuindo com o tempo e a prática.

          Todas as mensagens reunidas neste volume foram recebidas nos instantes finais de reuniões mediúnicas realizadas no Centro Espírita "Allan Kardec", em Campinas, nas noites de quinta-feira e aos domingos pela manhã. A entidade espiritual as transmitiu de maneira espontânea, sem que a equipe fizesse menção prévia quanto aos temas enfocados. Todos os textos permaneceram em poder da direção da Casa, que os analisou antes de decidir divulgá-los. Nunca psicografei em minha casa ou em algum outro local que não fosse o Centro Espírita, com horários pré-determinados, por julgar ser essa a maneira mais segura e disciplinada de trabalhar a mediunidade.

          Passados 140 anos desde o surgimento da Doutrina Espírita, acredito que muitos tabus em torno da mediunidade foram desfeitos. O Espiritismo a revelou como uma faculdade natural, comum a todos, sem conotações místicas. Além disso, na atualidade, várias correntes científicas, como a psicologia transpessoal, avançam a cada dia no sentido de demonstrar uma visão holística do homem, reconhecendo a sua capacidade de alcançar estados alterados da consclencia. O intercâmbio com espíritos desencarnados, portanto, não é mais uma novidade. A julgar pelo ritmo em que as coisas andam, em breve tempo toda a sociedade se dará conta de suas faculdades psíquicas, podendo estabelecer de forma consciente os canais que nos ligam ao Invisível.

          Creio serem estas as explicações necessárias, em respeito aos possíveis leitores deste livro. Não tenho a pretensão de convencer a todos. Que as mensagens ora levadas a público proporcionem consolação e esclarecimento, é tudo quanto desejo. A Doutrina Espírita oferece inúmeras maneiras de servir à sociedade, no campo moral, e a mediunidade é apenas uma delas.

Campinas, 18 de Agosto de 1997

Clayton B. Levy

Autor: Clayton B. Levy
Fonte: Sublime Convite
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Willian Crooks e Katie King

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