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Vade Mecum Espírita
Therezinha de Oliveira

Parábolas Que Jesus Contou e valem para sempre - Nota 10

Therezinha de Oliveira

A Bíblia Sagrada?


Juízes Capítulos XIX e XX 

 

          Estes dois capítulos outra história interessante, mas revoltante. Um certo Levita casado com uma mulher de Judá, que o deixara mas com quem depois ele se reconcilio, foi parar, Com ela e um seu criado, na cidade de Gabáa, que é da tribo de Benjamim. Ai foram recolhidos à casa De um velho, que como o Levita, era do monte de Efraim. A casa do velho foi cercada à noite por homens, Que exigiam a entrega do Levita para dele abusarem. O Levita entrega-lhes a sua mulher, que lhes serviu de pasto durante a noite, e pela manhã caiu morta à porta da casa onde estava o seu senhor. O marido, indignado, dividiu o seu cadáver em doze pedaços e "os enviou a todos os limites de Israel". Resultou uma luta fraticida entre os filhos de Israel e a tribo de Benjamim. Os filhos de Israel em numero "de quatrocentos mil infantes, homens de guerra", atacaram os Benjaminitas em Gabáa, em número de vinte e cinco mil homens, "afora os habitantes de Gabáa em número de setecentos homens valentíssimos,  que pelejavam igualmente com as duas mãos, e que eram destros em atirar pedras com funda". Os filhos de Israel por duas vezes consultaram o Senhor, se deviam dar combate a Benjamim, recebendo como resposta, "Ide contra eles e dai a batalha". Na primeira investida perderam vinte e dois mil homens, na segunda dezoito mil homens. Pela terceira vez consultaram o Senhor, se deviam pelejar ou desistir. "O Senhor lhes respondeu: Marchai, porque amanhã eu os entregarei em vossas mãos". Desta vez os Benjaminitas foram derrotados, perdendo "vinte e cinco mil e cem homens, todos guerreiros e homens d´arma"; mas a história continua dizendo que os Benjaminitas, em sua fuga, perderam dezoito mil homens, e mais adiante cinco mil, e mais adiante ainda dois mil. A narração é um tento confusa. Parece que os vinte e cinco mil homens que "naquele dia" (do versículo 35) pereceram, compõem-se dos 18.000 (vers.44), que ficaram prostrados na parte oriental da cidade, e mais dos 5.000 e 2.000 (do vers.45 que pereceram na fuga. "Pelo que toda a gente (vers.47) de Benjamim ficaram seiscentos homens, que puderam escapar, e achar guarida no deserto".  O exército dos Benjaminitas ficou liquidado, e o de Israel perdeu a 10ª parte de seu número, 40.000 homens, 15.000 mais do que perderam os Benjaminitas. Pergunta-se, porque é que Deus, consultado se deviam ou não os filhos de Israel dar combate aos Benjaminitas, e dando-lhes resposta afirmativa, permitiu que por duas vezes fossem derrotados, com a perda de 40.000 homens, mais do que todo o exército contrário? Agora alguns homens safados, concupiscentes, deram motivo para esta luta fraticida, em que perderam a vida mais de 65.000 pessoas; mas seria culpada toda a cidade,  toda a sua população? Diz o texto (vers. 48) "E os filhos de Israel tendo voltado, passaram ao fio da espada tudo o que restou na cidade, desde os homens até os animais, e todas as cidades e lugarejos de Benjamim foram consumidos pela voracidade das chamas". Que volúpia de sangue, essa gente que parecia estar sob a proteção de Deus! Da tribo de Benjamim só restaram os 600 homens de guerra, que conseguiram escapar e achar guarida no deserto; suas mulheres todas haviam sido sacrificadas na "voracidade das chamas", que consumiram suas cidades e lugarejos. Então os filhos de Israel começaram a lastimar a perda de uma das tribos de Israel, e para remediar o mal, visto que todas as outras tribos haviam tomado o juramento de não dar suas filhas como esposas aos Benjaminitas, recorreram ao seguinte expediente: primeiro, verificaram que os habitantes de Jabés-Galaad não tinham tomado parte na batalha contra os Benjaminitas, e por isso mandaram 10.000 homens fortíssimos (a tradução inglesa diz 12.000) com ordem de matarem "todos os varões e todas as mulheres casadas, deixando somente com vida as donzelas". Na cidade de Jabés-Galaad ficaram com vida 400 donzelas, que foram dadas aos Benjaminitas. Mas como essas 400 donzelas não bastassem, "Tomaram pois a resolução e disseram: Eis ai se avizinha a solenidade anual do Senhor em Silo....e ordenaram aos filhos de Benjamim, e disseram: Ide, e escondei-vos nas vinhas, e quando virdes que as moças de Silo saem, segundo o costume, a formar as suas danças, saí de repente das vinhas, e cada um roube a sua para mulher, e parti para a terra de Benjamim..... E os filhos de Benjamim fizeram como se lhes havia mandado, e roubaram para suas mulheres, das donzelas que dançavam, tantas quantas eles eram, e retiraram-se para as suas casas, e edificando suas cidades, e habitando nelas." E assim termina essa triste história e com ela termina o livro de Juízes.

          Que é afinal esse livro de Juízes? Narra ele a história de diversas pessoas levantadas por Deus (segundo diz o texto) para serem juízes em Israel e todas elas de caráter imoral; Aod, traidor e assassino do rei Eglon; Jahel, mulher que traiu e assassinou a Sisera;  Gedeão, homem vaidoso e cruel; Jefthe, que assassinou sua própria e única filha como oferenda a Deus; Sansão, que em vida foi assassino de mais de 30 homens, e, na sua morte de suicida, a causa da perda de milhares de vidas; por fim, a história de Micas, idólatra e sem moral, e de um levita, cujo nome nem é dado, e que deu lugar a luta entre a tribo de Benjamim e as demais tribos. O livro de Juízes não contém nada que possa servir para uma alma se aproximar de Deus. Pertence a história dos Judeus, e em nada lhes honra a história. Se a Bíblia é a "Palavra de Deus", porque encerra ela esse livro, que não honra aos Judeus, povo que se diz favorito de Deus, e nem serve de estímulo espiritual para quem procura a Deus?

Autor: C.G.S.Shalders
Fonte: Uma Análise Crítica da Bíblia
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