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Vade Mecum Espírita

SEXO: Sublime Tesouro


10.3     A MULHER e o Sexo
 
          Direitos da Mulher
          Deus, ao criá-los concedeu ao homem e à mulher, igualmente:
          — inteligência;
          — livre-arbítrio;
          — faculdades e meios para progredir.
          Homens primitivos, pouco adiantados, mas robustos quais di­nossauros, impuseram-se às mulheres e ainda hoje alguns há, impondo-se pelo direito da força, quando a Vida demonstra que a justiça impõe-se pela força do direito.
          (Uma pergunta, apenas:- Onde estão os dinossauros?)...
          Tão grande foi a discriminação das sociedades para com a mu­lher que a hist6ria registra os seguintes pensamentos, que seriam cômicos, se não fossem trágicos:
          Historiadores diversos
          "Enquanto mãe, uma santa; como mulher, perdição dos ho­mens".
          Código de Manu (tradição popular) - um dos livros sagrados da Índia:
          "Uma mulher nunca deveria governar-se por si mesma".
          Provérbio chinês
          "Na mulher não se deve confiar".
          Provérbio russo
          "Em cada dez mulheres existe apenas uma alma".
          Pitágoras (570? /496? a.C.) - filósofo e matemático grego:
          "Existe o principio bom que criou a ordem, a luz e o homem e um principio mal que criou o caos, as trevas e a mulher".
          Eurípides (485/407 a.C.) - dramaturgo grego:
          "A mulher é o mais temível dos males".
          Arist6teles (384/322 a.C.) - filósofo grego:
          "A fêmea é fêmea em virtude de certa carência de qualidades".
          Paulo (São) - apóstolo dos gentios, martirizado em Roma no ano de 67:
          "Primeira Epistola de Paulo aos CORINTIOS: Cap. 14 - A necessidade de ordem no culto
          34 - conservem-se as mulheres caladas nas igrejas, pois que não lhes é permitido falar; mas estejam submissas como também a lei o determina.
          35 - se, porem, querem aprender alguma cousa, interroguem, em casa, a seus pr6prios maridos; pois que para a mulher é vergo­nhoso falar na igreja”.
          Com tanta prevenção, não será errado supormos, apenas como ligeira hipótese, porque JESUS decidiu nos visitar encarnando e­quipamento masculino.
          -Pois, do contrario, quem o respeitaria?
          -E ainda: teria, sequer, podido abrir a boca? Se sim, quem o ouviria?
          Cristóvao (São) - mártir no ano de 250:
          "Entre todos os animais selvagens, não ha nenhum mais dani­nho que a mulher”.
          Agostinho (Santo) - (354/430) - teólogo, filósofo, moralista, dialético.
          "A mulher e uma besta insegura e instável".
          Tomas de Aquino (Santo) - (1225/1274) - teólogo católico:
          "A mulher é um homem incompleto, um ser "ocasional"“.
          Michelet, Julio (1798/1874) - historiador frances:
          "A mulher, o ser relativo...”.
          Difícil comentar as opiniões acima...
          Acreditamos, porem, que embora tortuosos, esses foram os ca­minhos para o progresso espiritual da Humanidade, ate os dias atuais. Felizmente, hoje prepondera o pensamento de que homens e mulheres, somos todos iguais perante a lei, somos iguais uns aos outros e, principalmente, iguais perante Deus.
          Essa mensagem foi passada por JESUS, quando ergueu moral­mente a mulher adultera, decaída em praça pública e prestes a ser legalmente lapidada.
          Esse magistral ensinamento ficou adormecido no coração da maioria dos cristãos, vindo a despertar somente há algumas déca­das.
          Para isso, ajudou-nos, e muito, ALLAN KARDEC.
          Com efeito, a injusta superioridade masculina, em pratica­mente todo o mundo, sob os auspícios da sociedade e particu­larmente da Igreja, atravessou os séculos até desembocar em 1857, quando Kardec editou o "O LIVRO DOS ESPIRITOS".
          Ali, as questões 817 a 822-a, são moralmente equiparados os direitos do homem aos da mulher, eis que falou alto aos corações cristãos a resposta dada pelo "Espírito de Verdade" a questão numero 817, evocando a Lei de Igualdade na criação de ambos, por Deus.
          Não muito distantes estavam os dias de 1781, quando a pensa­dora francesa OLYMPE DE GOUGES redigiu uma "Declaração dos Direitos da Mulher e Cidadã", propondo a "libertação femi­nina".
          Por causa disso, foi guilhotinada em 1793.
          Ainda pouco antes do "O LIVRO DOS ESPIRITOS", em 1848, nos Estados Unidos foi fundado o movimento de emancipação fe­minina.
          Em 1906, na Europa (Finlândia), as mulheres puderam votar, pela primeira vez, no mundo todo.
          Em 1919, a Inglaterra elegeu sua primeira deputada.
          Nos últimos trinta anos, inúmeros outros movimentos eclodi­ram em varias partes do mundo, visando à equiparação legal dos sexos.
          Pontifica nesse progresso o ano de 1975, quando as Nações Unidas proclamaram-no como sendo "O ANO INTERNACIONAL DA MULHER".
          Na verdade, a mulher encerra, em sua estrutura íntima, potencialidades especificas: sensibilidade, delicadeza, afetividade, in­tuição, devoção, renuncia.
          Essas mesmas características existem também no homem, até porque, homem e mulher são apenas dife­rentes roupagens físicas que um mesmo Espírito veste, segundo seu programa evolutivo.
          Na mulher, geralmente, tais condições sobressaem, em razão da sua própria estrutura, mais delicada, prestando-se a melhor recepcioná-las.
          Tirou a natureza, da mulher, parte do vigor físico doado ao homem, porem, em compensação, dotou-a de maior força espiritual, visando a cumprir sua cota-parte na união conjugal, mormente quando mãe. Abrigando em seu corpo o filho que vai nascer, recebe do dom da maternidade, maiores influxos mentais que o homem.
          Sendo ou não mãe é dela essa missão sagrada.
          Como mãe, desenvolve insuperável capacidade de se doar, de amar.
          Em prece inconsciente e constante, seu Espírito junta-se a milhões de outras mães do mundo todo, encarnadas e desencarna­das, muitas vezes distantes entre si, desconhecidas, mas unidas ­todas - pela mesma postura mental.
          Assim é que desde os primórdios da criação, as mães exaltam e enobrecem o planeta Terra!
          Claro que homens também fazem isso (o enobrecimento...), mas não há como negar que a maternidade é um superior atri­buto divino.
          Espiritualmente os dois sexos encontram-se em igualdade, já que sua união, com amor, respeito e responsabilidade, proporciona a ambos recíproca transfusão de energias.
          Vejamos o que diz MIRAMEZ, Espírito amigo, pela psicografia do médium JOAO NUNES MAlA (1923/1991), em "FRANCISCO DE ASSIS", 2aEd.,"FONTE VIVA",BH/MG,1986:
          "Somos todos irmãos, convivendo na mesma casa de Deus; porem, essa casa tem muitas divisões, para que possamos adquirir segurança naquilo que deveremos fazer. Quando a Terra se transformar em verdadeiro Reino de Deus, não haverá incompati­bilidades, nem separações convenientes entre homens e mulheres. Somos peças idênticas, mas de feições diferentes.
          Deus criou a mulher, nossa Irma na eternidade, para que fosse a nossa companheira, e nos criou, igualmente, objetivando a mesma função. Existe nela algo que o homem não tem condições de ex­pressar e vice-versa, de sorte que deve haver troca de bênçãos que os dois carregam nos guardados dos corações.
          Certa feita vi, em estado de oração senão em estado de graça ­pela Graça Divina, não por merecimento: duas mãos derramando luzes, como se fossem um trigo luminoso, na cabeça de um casal. Elas brilhavam como o Sol, e as duas criaturas absorviam aquilo pelas cabeças, como se fosse um repasto dos Anjos. O homem transformava aquela luz em outra luz, circulando em todo o seu corpo como se fosse o seu próprio sangue dando-lhe vida, porque vinha da Vida Maior, e a luz tomava colorações de um vermelho encantador, agitante, estimulante. A luz que era derramada na cabeça da mulher, do mesmo trigo divino, transformava-se em um fluido azul, que, de tão lindo, e de difícil descrição, provocando os mesmos efeitos no seu mundo interno. E aquela força visitava toda a sua carne, sem perder um mínimo lugar que fosse, arregi­mentando tudo em vida, para a Vida Maior.
          O que mais me admirou foi quando olhavam um para o outro com desejos e amor, e carinho, senão de amizade profunda e sin­cera. Saia da mulher em direção ao homem, pequena chama de luz, não tão brilhante como quando entrou, pela graça de Deus e sumindo em suas entranhas. Ele, tornado de novo vigor, sentia-se feliz e desejoso de viver, mas, viver mais, todo cheio de esperança. A mulher também recebia do homem essa mesma benção, da ma­neira como tinha doado e com os mesmos efeitos.
          Esse clarão azulineo que saía da mulher, no êxtase do amor, para o homem, ia diretamente à fonte da vida, e o vermelho en­cantador do homem para a mulher, buscava igualmente o ninho, onde se geram os rudimentos da própria vida do corpo.
          Notei a grande necessidade dos dois permanecerem juntos, para não morrerem carentes dessas luzes de Deus, que se transformam nos corações das criaturas e de que cada um sabe fazer a sua própria porção.
          A carência de um que se encontra no outro é força que não obedece, pelo menos no mundo em que vivemos, à vontade. Não tem barreiras de filosofia, religião ou ciência. Não teme cadeia, nem armas; não distingue pai, mãe, filhos, nem parentes, compa­nheiros, ou amigos. Não recua diante da força, e não teme ser emparedada. Essa força domina reis e sacerdotes, não recua di­ante de guerras, nem de rumores de guerras. Não se importa com o tempo, e vence as fúrias dos mares. Se ela tivesse condições, de­mandava as estrelas, com o mesmo calor que alcança seu objetivo ao toque da Mao. Essa força, meus filhos, é o Sexo. Manifesta- se sob variadas formas, mas é o mesmo sexo."
          A Mulher na atualidade
          Atualmente, seja por necessidade financeira, por querer rea­firmar-se ou mesmo para preencher vazio existencial, a mulher compete profissionalmente com o homem.
          Mulheres há, até, que sob a falsa bandeira da "igualdade", agem ridiculamente exaltando a emancipação feminina.
          No primeiro caso, não abala a mulher, nem suas raízes nem sua jornada terrena, já que são injunções nas quais o livre-arbítrio agiu, sem que ninguém se prejudicasse.  Ao contrario: só benefícios advêm de tal opção.
          Com os progressos científicos colocados a disposição da cria­tura humana, sob a forma de aparelhos auxiliares no lar, além dos direcionados para o lazer familiar, não pode ser condenável, absolutamente, a família adquiri-Ios. Aí, a poderosa engrenagem propagandística entra em cena, anunciando as novidades comerci­ais. Todos da casa, em busca de conforto, prioritariamente, e de algum lazer, feitas as contas, verificam as possibilidades financei­ras. Decidiram os casais, ha não mais de poucas décadas para ca, que a mulher poderia ajudar no orçamento domestico. Timidamente a principio, hoje é considerado com a maior naturalidade o exercício profissional feminino.
          Já no segundo caso, a busca da igualdade por meio de ridículos movimentos feministas, hoje em boa hora já em declínio, senão já extintos, isso deve ser debitado à conta do desconhecimento das Leis Naturais. Sim: laboram em equivoco aquelas mulheres que, buscando equiparação com os homens, entram em conflito com eles, fanaticamente empunhando bandeiras do "poder das mulhe­res", prejudicando-os e prejudicando-se.
          Não há necessidade de tais recursos, que nem sempre pros­peram, pois, para alavançar reconhecimento social igualitário, o caminho é a moral crista, onde todos têm direitos e deveres abso­lutamente equiparados.
          Ademais, a Vida já ensinou a maioria dos homens que perante Deus os direitos são iguais aos dois sexos. Se algum homem ainda não se conscientizou disso, esta com viagem marcada para uma pedagógica visita aos dinossauros...
 
10.4     (“Nem todos.......”)
 
          Seriamos injustos se antes de concluir este capitulo (conceitos sobre a mulher), não disséssemos uma palavra a respeito daquilo que outros homens ilustres do passado falaram sobre as mulheres.
          Os que conceituaram a mulher de forma menos digna, fizeram no, certamente, esmagados pelo pensamento humano arraigado, milênios sobre milênios.
          Mas nem todos...
          Outros pensadores, entretanto, lutando contra o atavismo (herança de certos caracteres físicos ou psíquicos de ascendentes remotos), reconheceram a igualdade entre o homem e a mulher. Outros tantos, não menos felizes, vislumbraram nuances mais ele­vadas, quando o espírito esta vestido com roupagem feminina.
          (Talvez, a mulher, na grandeza da maternidade, seja mesmo detentora de complementos espirituais mais sutis do que o homem).
          A Humanidade progrediu muito, desde aqueles tempos.
          Restrições à igualdade, ficam por conta de eventuais intransi­gentes.
          E ninguém e guilhotinado por discordar...
          Atualmente, o que se vê é a racional aceitação da igualdade entre homens e mulheres. Profissionalmente, só os salários femi­ninos é que eventualmente ainda levam desvantagem, porque, no mais, tudo está nivelado. Em alguns casos, as despesas familiares são realizadas mais com o dinheiro da mulher. (Folclore a parte, a ninguém hoje em dia espanta ver, um homem, no lar, cozinhando, limpando, fazendo mamadeiras, lavando fraldas, trocando nenês etc.).
          Mas, como dizíamos no início, vejamos outros conceitos filosóficos, de não menos ilustres autores:
Contemporâneo de KARDEC, encontramos, igualmente na França, um gigante no terreno dos grandes pensadores - VICTOR MA­RIE HUGO (1802-1885), poeta, escritor, dramaturgo, jornalista e político.
          Uma das figuras mais importantes do Romantismo!
          Sobre o homem e a mulher, assim se pronunciou:
          "O homem é a mais elevada das criaturas. A mu­lher o mais sublime dos ideais. Deus fez para o homem um trono; para a mulher um altar. o trono exalta; o altar santifica.
          O homem e o cérebro; a mulher o coração. O cérebro produz a luz; o coração o amor. A luz fecunda.
O amor ressuscita.
          O homem e um gênio; a mulher um anjo. O gênio é imensurável; o anjo indefinível.  A aspiração do homem é a suprema gloria; a aspiração da mulher a virtude extrema. A gloria traduz grandeza; a virtude traduz divindade.
          O homem tem a supremacia; a mulher a preferência. A supremacia representa a força; a preferência o direito. O homem e forte pela razão; a mulher é invencível pela lágrima. A razão convence, a lágrima comove.  
          O homem e capaz de todos os heroísmos; a mulher de todos os martírios. O heroísmo enobrece; o martírio sublima. O homem é o código; a mulher o evangelho. O código corrige; o evangelho aperfeiçoa. O homem é um templo; a mulher um sacrário. Ante o templo, nós nos descobrimos; ante o sacrário, ajoelhamo-nos.
          O homem pensa; a mulher sonha. Pensar é ter cérebro; sonhar é ter na fronte uma aureola. O homem é um oceano; a mulher um lago. O oceano tem a perola que o embeleza; o lago tem a poesia que o deslumbra.        
          O homem é uma águia que voa; a mulher um rouxinol que canta. Voar é dominar os espaços; cantar é con­quistar a alma. O homem tem um fanal: a consciência. A mulher tem uma estrela: a esperança. O fanal guia e a esperança salva.
          Enfim, o homem esta colocado onde termina a Ter­ra. A mulher onde começa o Céu."
 
 
Euripedes Kühl
SEXO: Sublime Tesouro
 
 
Autor: Euripedes Kühl
Fonte: SEXO: Sublime Tesouro
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