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Vade Mecum Espírita
Therezinha de Oliveira

Parábolas Que Jesus Contou e valem para sempre - Nota 10

Therezinha de Oliveira

Atenção! Estudantes de Medicina.


Situação dos Espíritos perante a dissecação de seus cadáveres.
 Curioso episódio relatado pelo prof. Paul Gibier
          – Pancadas invisíveis contra o anatomista e um médium
– Experiência mediúnica numa sala de anatomia.
        Qual a situação dos espíritos que vêem os seus corpos dissecados nas salas de anatomia? Anualmente, em certas escolas superiores, celebram-se cerimônias religiosas especiais, por intenção desses espíritos. Agora mesmo, os jornais noticiaram a celebração da chamada “Missa do Cadáver”, na Faculdade de Farmácia da Universidade de São Paulo. Poderia o Espiritismo dizer-nos alguma coisa a respeito do assunto, que naturalmente interessa a todos os espiritualistas?
        “O Livro dos Espíritos”, obra básica da doutrina, informa-nos quanto às mais variadas situações espirituais do homem, após a morte. No capítulo sexto da segunda parte do livro, Kardec inseriu, como item quarto, um “Ensaio teórico sobre a sensação nos Espíritos”, que esclarece bem o problema. O espírito consciente do seu estado, mas ainda preso às sensações materiais, ligado ao corpo, é atingido pelo que fazem ao cadáver, embora não sinta mais as dores físicas da dissecação. Muitas vezes se revolta, se encoleriza. Por isso mesmo, antes dos trabalhos dessa natureza, professores e alunos deviam reunir-se em prece, em favor dos espíritos que ainda estiverem ligados aos corpos que vão ser dissecados.
        As cerimônias religiosas posteriores são homenagens, quase sempre simbólicas, enquanto as preces e vibrações mentais anteriores constituiriam ajuda eficiente. Sabemos muito bem que isto ainda não é possível, no ambiente materialista em que vivemos. Sabemos também que muitos professores e alunos darão de ombros ao que estamos dizendo, por considerarem a nossa atitude puramente supersticiosa, sem nenhum fundamento científico. Entretanto, assim não pensam os grandes cientistas que se interessaram pelas experiências espíritas. E alguns deles, como o prof. Paul Gibier, ex-interno dos hospitais de Paris, ajudante naturalista do Museu de História Natural, Oficial da Academia, podem fornecer-nos dados curiosos a respeito desse problema.
        No seu ensaio de “fisiologia transcendente”, ou “ensaio sobre a ciência futura”, como ele mesmo o chamou, conta-nos o prof. Gibier o que lhe aconteceu, numa experiência psíquica realizada em sala de anatomia. O livro em que aparece esse relato tem o título de “Análise das Coisas”, lançado em tradução portuguesa pela Livraria da Federação Espírita Brasileira. Um dos mais lúcidos e belos trabalhos, de ordem científica, sobre o Espiritismo, já publicados no mundo.
        O prof. Gibier realiza sessões, quase diariamente, à noite, para observações sobre “a força anímica”, numa sala de laboratório próxima aos anfiteatros de dissecação da Escola Prática da Faculdade de Medicina de Paris. Pouco antes da noite de uma das sessões, realizara estudos de cirurgia num cadáver, no laboratório. Durante os trabalhos, que deviam produzir fenômenos de materialização e efeitos físicos, conseguiu-se pouco. O médium se queixava de más influências, que tentavam dominá-lo. Ao se retirarem, – conta o prof. Gibier, – “em caminho, da rua Lhomond para a rua Claude Bernard, fomos repentinamente agredidos por uma saraivada de pancadas, que ouvíamos e sentíamos muito bem, e que alcançavam principalmente o médium”.
        Uma semana depois, reuniram-se novamente, o prof. Gibier e seus amigos, com o médium, na mesma sala. Mal entraram ali, começaram os fenômenos físicos, de natureza violenta. E logo depois o médium era “tomado” por um espírito vingativo, que tentou agredir o experimentador. Ainda inexperiente, o prof. Gibier chegou a travar luta com o médium. Quando se lembrou, porém, das instruções de uma pessoa “muito em dia com essas coisas”, tomou atitude diferente. Através de vibrações favoráveis e de passes, conseguiu que a entidade se retirasse, deixando o médium. Tratava-se do espírito do cadáver dissecado, que desejava vingar-se do que considerava uma profanação.
        Este exemplo, que nos é dado por um médico, um sábio, um investigador consciencioso e leal, mostra que não estamos falando de duendes ou fantasmas, e sim de princípios vitais, que não podem ser esquecidos por professores e alunos de medicina. Deixemos que o próprio prof. Gibier explique o que há de natural, de positivo, e não de imaginário ou supersticioso, neste problema. “A vida, tal como a observamos, – diz o mestre, – mostra-se no ponto de convergência de três princípios. Ou, se preferirdes: o Espírito animizou a Energia e organizou a Matéria, para fazer agir uma sobre a outra e dar vida ao ser.”
        Em outras palavras, nos termos da doutrina espírita: o Espírito animiza o Perispírito, ou Corpo Espiritual, e este organiza o Corpo ou organismo material. Ao dissecar um cadáver, estamos lidando com uma parte do Ser, que, longe de se encontrar extinto, permanece em todo o seu poder energético e espiritual. Podemos fazê-lo, em benefício da ciência, mas não devemos esquecer o respeito que nos merece a criatura espiritual a ele ligado.
Autor: José Herculano Pires
Fonte: O Homem Novo
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